terça-feira, 21 de junho de 2011

Crescem os ataques contra cristãos e suas igrejas

 Dezenas de igrejas na Indonésia estão sob intenso ataque e o presidente do país, Susilo Bambang, não está tomando as medidas necessárias para impedir essas ações.Desde 2006, mais de 200 ataques contra igrejas foram registrados pela comissão da Indonésia sobre religião e paz.

Em um relatório feito pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, entidade católica que ajuda as igrejas que sofrem e os cristãos que são perseguidos, nos primeiros cinco meses de 2011 houve 14 ataques contra as igrejas e, em 2010, houve 46 durante o ano todo.

Teófilo Bela, presidente do fórum cristão de Jacarta, culpou o presidente Susilo Bambang e seu governo de não fazer o suficiente para combater a violência contra os cristãos. “O presidente Yudhoyono se tornou presidente em maio de 2004 e houve cerca de 290 ataques a igrejas em seu governo. Esse número é maior do que qualquer outro período na Indonésia”, afirmou.

Bela passou a perceber que muitos valores islâmicos estão se infiltrando no governo de Yudhoyono e alega que um dos conselheiros, que recentemente foi nomeado, é um líder muçulmano extremista muito conhecido.

Cristãos são os mais perseguidos, diz relatório
Em seu relatório, Bela afirma que, em 2011, a comunidade cristã no país continua sendo a mais perseguida. O relatório mostra como exemplo a cidade de Temangung, que teve três igrejas atacadas no mesmo dia (8 de fevereiro de 2011).

Tentando explicar o aumento dos ataques contra os cristãos, Bela diz que os muçulmanos reagiram muito mal ao fato de muitos cristãos estarem vindo das regiões rurais para a área urbana em busca de empregos criados pelo governo.

Mas Bela frisou que mesmo com os ataques crescentes, os cristãos continuam firmes em sua fé. “Nós, cristãos, não temos medo porque também somos cidadãos desse país, como as outras pessoas da nossa sociedade”, disse. Bela ainda acrescentou: “Nosso país é baseado em uma ideologia pluralista e, sendo assim, nós não temos uma religião oficial para o Estado.”

Tradução: Lucas Gregório 


Fonte: Aid to Church

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