terça-feira, 29 de maio de 2012
Quarta-feira, 30 de maio, Somália (4º)
Ore pelos cristãos secretos que diariamente enfrentam dificuldade em um país muito perigoso. A exposição de um cristão quase sempre significa a morte. Mas a fé deles permanece forte. Agradeça a Deus por esses testemunhos, para que o Senhor continue a derramar sua graça sobre eles.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Pressão aumenta sobre os cristãos uzbeques
*Lena, uma destemida implantadora de igrejas de mais de 60 anos, cuja história se resume em servir a Deus, apesar da perseguição, está sofrendo pressão novamente.
"Descobrimos que Lena está sofrendo muita pressão no momento. A polícia secreta está por toda a parte, e a tem pressionado. Os membros da igreja foram interrogados, pela polícia, sobre as atividades de Lena. Lena contou que, graças a Deus, sua confiança está n’Ele, mesmo enfrentando perseguição”.
De vez em quando, ela foge de sua cidade para evitar ser presa, algum tempo depois ela volta para dar continuidade ao seu ministério. Várias semanas atrás, a polícia tentou prendê-la, então ela teve que se mudar novamente para outra região.
Ela decidiu ficar por alguns dias com Ayoub* e Latife*, seus parentes. Lena planejava ir a um hospital, em um país vizinho, para tratar de sua visão que está se deteriorando, por causa do diabetes. Enquanto ela aguardava o dia certo para partir, Ayoub e Latife enfrentaram sérios problemas com a polícia.
Lena tinha acabado de sair para fazer algumas compras, então a polícia veio até seus parentes e os intimou para que fossem a outro distrito da cidade para "uma entrevista". Eles prometeram voltar alguns dias depois.
Algumas horas mais tarde, Ayoub decidiu visitar seu pai em casa e checar alguns livros e materiais de áudio que estavam guardados lá. Assim que ele saiu da casa de seu pai, a polícia chegou e revistou o apartamento, pois já vinha monitorando os passos de Ayoub e sabia de suas atividades. Todos os materiais foram apreendidos e Ayoub, seu pai e seu irmão foram levados para a delegacia e mantidos lá para interrogatórios, por cerca de 10 horas.
Imediatamente após o ocorrido, a polícia foi até a casa de Ayoub com três viaturas para prendê-lo por porte ilegal de materiais religiosos, e já que o apartamento está em seu nome, ele é considerado responsável por todos os livros apreendidos. Era quase meia-noite, Ayoub não estava em casa, Latife estava sozinha com sua filha recém-nascida e um filho de 5 anos que estava doente. A polícia continuou batendo na porta e ameaçou derrubá-la e prendê-la caso a porta não fosse aberta.
Lena também estava lá e decidiu tomar as rédeas da situação. Ela disse à polícia que os livros e materiais pertenciam a ela, sabendo muito bem que as consequências disso eram drásticas. Ela também foi levada para a delegacia. Depois de passar mais de 10 horas na delegacia, Lena, Ayoub, seu pai e seu irmão, foram todos libertados, mas as autoridades deram início a um processo judicial contra Lena.
Toda a tensão e o tempo que passou na delegacia, afetou seriamente a saúde de Lena. Ela passou mal, por causa do diabetes e pressão alta. A polícia, no entanto, decidiu continuar com os procedimentos judiciais e a levou de volta para sua terra natal. Uma busca foi feita no apartamento de Lena, e os policiais encontraram vários DVDs, 3 deles com conteúdo cristão.
O juiz de sua cidade a condenou ao pagamento de uma multa, equivalente a cinco salários mínimos. De acordo com a lei usbeques, o primeiro processo em tais situações é administrativo, já o segundo, tem caráter penal.
Este segundo processo, pelo qual Lena terá que passar, provavelmente terá início no começo de junho, na cidade seus parentes. Ela será acusada de posse ilegal de materiais religiosos, já que assumiu voluntariamente a responsabilidade sobre os mesmos.
Lena e seus parentes estão contando com suas orações neste momento.
*Nomes fictícios
Pedidos de oração
• Peça a Deus que dê sabedoria ao advogado que está dando assistência jurídica a Lena.
• Ore por sabedoria e coragem para Ayoub e Latife saberem o que fazer nessa situação, e que possam sentir a presença de Deus nesse momento difícil.
• Ore para que a paz de Deus esteja com Lena, e pela restauração de sua saúde.
• Ore para que a polícia diminua a pressão sobre Lena, e que ela possa continuar seu trabalho como líder da igreja doméstica. Ore também pela segurança das diversas igrejas domésticas neste país.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto
Terça-feira, 29 de maio, Quênia (*)
Ore pelos parceiros da Portas Abertas que atuam nas partes instáveis do norte do país. A região é inclinada aos ataques da milícia Al Shabaab, especialmente agora que as forças quenianas estão ativamente engajadas em uma guerra contra grupos de milícias.
domingo, 27 de maio de 2012
Segunda-feira, 28 de maio, Tanzânia (*)
Ore para que os projetos da Portas Abertas tenham um impacto positivo e permanente na liderança da Igreja e nos cristãos.
Radicais islâmicos atacam Igreja e pastor recebe ameaça de morte
“A Polícia somente assistia a tudo, sem nada fazer, enquanto a multidão atacava a Igreja Protestante Batak Filadélfia, em Bekasi, próximo a Jacarta, na província de Java Ocidental, na quinta-feira (17 de maio)”, disse ao Compass, Saor Siagian, advogado da igreja.
Pastor Panjaitan disse à imprensa local, que havia recebido uma ameaça de morte e registrou queixa na polícia.
As autoridades pediram à igreja, que se reunisse para adorar em um local, cerca de seis quilômetros de onde a igreja está hoje, disse Siagian.
A igreja solicitou uma autorização, conforme estipulado pela lei, para construir seu local de culto, há cinco anos. O governo local negou o pedido em dezembro de 2009. Mas o Supremo Tribunal anulou a decisão do governo em julho do ano passado, dizendo que a igreja merecia receber a autorização, mas que devido à pressão de grupos islamicos, deva se reunir em outro lugar.
Assim como a Igreja Protestante Batak , à Igreja Indonésia Gereja Kristen (GKI- Igreja Yasmin), também foi negada a permissão para realizar cultos em sua propriedade, apesar de uma decisão favorável da Suprema Corte.
A Igreja Protestante da União Europeia (conhecida localmente como IGP) está pressionando o governo para que tome medidas legais.
"O problema é que a polícia e o governo não são rigorosos", disse ao jornal The Jakarta Globe, Sumampow Jeirry, da IGP. E continuou: "Nós não temos certeza de nada, agora. Nós não sabemos quem irá nos apoiar. Nós não podemos fazer nada sem garantia [de liberdade religiosa] ... que reconhece as atividades religiosas como expressão religiosa e que, portanto, deve ser protegida".
A organização muçulmana mais influente da Indonésia, Muhammadiyah, também criticou o governo.
"Por lei, o governo tem o dever de oferecer segurança e proteção a qualquer cidadão, independente da religião, que se sinta privado de suas práticas religiosas, ou se sinta ameaçado de exercê-las, e isso inclui a construção de lugares de culto", disse Abdul Mufti , secretário do grupo.
Nusron Wahid, presidente da GP Ansor, ala jovem do maior organização muçulmana do país, Nahdlatul Ulama, se ofereceu para negociar entre a igreja e seus opositores.
Neneng Hasanah Yasin, o novo chefe do distrito de Bekasi, no entanto, parece estar seguindo a política do ex-chefe, de proibir a Igreja de construir seu local de culto, a fim de "evitar" tensões inter-religiosas. A Comissão Asiática de Direitos Humanos exortou o novo chefe, que assumiu o cargo em 14 de maio, para que "tome medidas que estejam de acordo com a lei e com os princípios dos direitos humanos".
De acordo com a Operação Mundo, a Indonésia tem cerca de 186,7 milhões de pessoas, das quais 80,3% são muçulmanas. É considerado o maior país muçulmano do mundo, de maioria sunita. Existem, na Indonésia, cerca de 36 milhões de cristãos, que compõem cerca de 15,9% da população.
A Constituição do país é baseada na doutrina de Pancasila - cinco princípios inseparáveis e inter-relacionados - a crença da nação no único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade nacional, democracia guiada pela sabedoria interior de seus representantes, e justiça social para todos.
No entanto os extremistas islâmicos, vêm crescendo em número e influência política no país. No ano passado, o IGP registrou 54 atos de violência e outras violações contra os cristãos. Outras minorias religiosas também são perseguidas.
FonteCompass Direct
TraduçãoMarcelo Peixoto
27 mai 2012 - Eritreia (11º)
Continuem orando pelos cristãos da Eritreia que sofrem em prisões por sua fé. E também se lembrem das famílias que foram deixadas para trás. Ore especialmente pelas mulheres que têm de preencher o espaço dos chefes de família que foram encarcerados.
sábado, 26 de maio de 2012
Cristãos indígenas lutam por seus direitos na Colômbia
Um total de 37 famílias indígenas cristãs, incluindo cerca de 90 crianças, foram expulsas da reserva indígena Montecruz, no município de Paez, em 6 de abril. Dois dias depois, foi dado o prazo de 48 horas para mais 42 famílias cristãs evacuarem suas casas localizadas em Paez, Iza, Corinto, Toribio e nas reservas Tacueyo.
Por mais de uma década, os conselhos municipais indígenas perseguiram sistemáticamente seus membros tribais que abandonaram as crenças tradicionais e escolheram seguir a Cristo. Em muitos casos, esses líderes têm agido em parceria as FARC que operam em toda a região de Cauca.
Quatro grupos indígenas foram identificados participando de uma "Marcha Patriótica" em Bogotá em 23 de abril para cobrar do governo a entrega das receitas locais de sua região ao controle indígena.
O surto desses novos deslocamentos em Cauca refletiu em frequentes conflitos entre os inúmeros povos indígenas da Colômbia, muitos localizados em regiões remotas sob controle virtual da guerrilha.
Ao longo das últimas duas décadas, pelo menos, cinco cristãos indígenas foram mortos, dois injustamente condenados a 20 anos de prisão, mais de 50 presos temporariamente, 80 famílias ficaram sem condições mínimas arcar com suas despesas, 73 professores foram demitidos sem pagamento e 16 escolas ficaram sem aulas . Além de ameaças, abuso físico e verbal constante, os cristãos indígenas foram excluídos de seus direitos constitucionais à educação e saúde.
Em janeiro de 2000, 15 famílias cristãs na comunidade Arhuacos de Palestina, no norte da Colômbia, foram forçadas a deixar todos os seus pertences para trás quando os líderes religiosos e civis concordaram com os guerrilheiros locais para expulsar todos os cristãos que viviam ali.
Uma vez desabrigados, os cristãos indígenas têm visto as suas necessidades básicas seriamente afetadas. Várias das 46 famílias Arhuaco que foram expulsas da cidade de Valledupar,tiveram os seus serviços básicos negados, tais como saúde e educação.
Quando questionadas, as autoridades civis disseram que eles não preservaram os elementos representativos de suas antigas tradições indígenas, logo, que não podiam mais serem reconhecidos como parte dos povos indígenas.
Mas a aliança entre os guerrilheiros eo movimento indígena da região Cauca é supostamente ainda mais forte. De acordo com Ana Silvia Secue, uma educadora cristã indígena, as FARC estão envolvidas com o Conselho Indígena de Cauca (CRIC) desde a sua criação.
Em 30 de abril, o Pastor Yonda e Ana Silvia Secue assumiram a liderança da OPIC e abriram uma queixa perante o Tribunal Constitucional Nacional, reivindicando a defesa e proteção dos direitos dos cristãos indígenas do Cauca. A ação judicial é movida contra Jesus Javier Chavez, presidente do Conselho Regional Indígena de Cauca (CRIC), e protesta contra os constantes ataques do conselho municipal indígena que expulsou 79 famílias cristãs de suas casas e as excluiu de seus direitos cívis básicos.
Pedidos de oração
• Por favor, orem pela proteção espiritual, emocional e física dos cristãos indígenas da Colômbia que passam por essa dificil situação. Ore para que eles continuem a compartilhar o Evangelho em suas comunidades.
• Por favor, orem por sabedoria e a coragem para Rogelio Yonda, Silvia Ana Secue e outros membros da OPIC sobre como prosseguir com este processo legal.
• Peça a Deus que mesmo em meio à perseguição, os cristãos indígenas possam testemunhar do amor e perdão de Deus a seus agressores.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto
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