Ela ficou com 27 projéteis em seu corpo e pescoço na época, tudo porque não negou sua fé em Jesus. Apesar de ter sido baleada, abusada e quase morta sendo apenas uma adolescente, tendo sua casa incendiada e sua família assassinada, ela não está se lamentando, ou tendo pena de si mesma. Ao invés disso, ela passa seus dias confortando outros, visitando outras mulheres que ficaram viúvas ou desabrigadas. Um de seus ministérios é ensinar trabalhos manuais para essas mulheres, para que possam se sustentar e ter uma renda. Nesses 35 anos depois do ataque, ela construiu seu ministério, e agora centenas de mulheres procuram por ela para buscar consolo, conselhos e ajuda. Leia parte de seu testemunho: Quando eu me lembro daqueles dias, no início, me sinto triste. De repente, meus sentimentos podem se perder em um buraco escuro. Desde a época em que fui perseguida, minha vida inteira mudou, em todos os aspectos. Perdi minha família e minha casa. Fisicamente, a dor de minhas feridas era muito difícil de suportar. Não conseguia mover meu corpo como antes. Além de ter que começar uma nova vida, eu estava com medo. Eu não falava espanhol. Eu tinha uma irmã viúva, e pude tomar conta de sua filha para que ela pudesse arranjar um emprego. Os dias eram muito longos, pois eu ficava escondida por medo. Durante aquela época, eu pensei que Deus não iria me ajudar. Em minha solidão, não pensei que teria um futuro. Eu não sabia o que fazer. Foi assim durante cinco anos. Naquela época, uma cristã chamada Elena me encorajou a aprender espanhol. Ela se ofereceu para me ensinar, se eu quisesse. Eu disse que sim, e que iria até a casa dela. Minha vida começou a mudar. Eu conhecia um missionário chamado Canute que foi muito importante para mim. Ele me amava muito, e percebi que Deus estava curando minha alma através desse carinho. Um dia, ele me disse que eu deveria ir para os Estados Unidos; eu respondi que pensava que não poderia ir, por causa da documentação. O irmão Canute disse que eu precisava confiar em Deus. Meu pastor, Miguel Caslon, me ajudou com os documentos, mas eu continuava questionando se Deus realmente queria que eu fosse para aquele país. Algumas igrejas nos Estados Unidos me convidaram para contar meu testemunho. Quando fui, deixei que as pessoas tocassem os ferimentos de bala em meu corpo. Alguns irmãos começaram a chorar. Aquilo tocou o meu coração. Eu percebi que eles realmente sentiam a minha dor. Algo novo começou a acontecer. A alegria e a paz do Senhor foram derramadas sobre mim. Fazia muito tempo que eu não sorria. Meu Deus estava comigo! Eu não estava sozinha! Minha fé começou a crescer. Eu voltei para o México com nova esperança e novas expectativas. Eu continuei aprendendo a ler. Agora, consigo ler minha Bíblia e saber mais sobre meu amado Jesus. De acordo com os costumes do meu povo, estava chegando o momento de me casar. Eu sou indígena, e garotas indígenas não podem conversar com garotos. Se um rapaz quer ser namorado de uma garota, ele deve ir até seus pais e pedir a mão dela. No meu caso, ele precisaria pedir para meu pastor. Em um domingo, percebi que havia um novo rapaz na igreja. O pastor me disse que Manuel era filho de uma irmã que estava orando para que ele se reconciliasse. Logo depois disso, Manuel disse para o pastor que gostaria de se casar, e o pastor foi falar comigo. Eu não sabia nada sobre Manuel, então eu disse que não. Logo depois, conheci Pedro, um jovem cristão indígena, que parecia bom para mim. Eu conversei com meu amigo missionário sobre ele. Então ele disse: ‘Vamos ver se ele é bom para você’. Alguns dias depois, vi Pedro com outra garota, e eles estavam muito próximos. Eu fiquei muito chateada. Então, o irmão Canute foi conversar com Pedro, e ele não falou nada. Meu estômago doía e estava muito triste. Então decidi orar. Eu clamei a Deus, dizendo que eu precisava de um marido. Três anos depois, me casei com Manuel. Nosso Deus sempre tem um plano pra nós. Desde então, meu desejo é ajudar as pessoas que são perseguidas por causa de Jesus. Eu comecei a compartilhar com outros, de que há esperança em Jesus, porque eu mesma entendi isso quando estava sozinha. Entrei em contato com a Portas Abertas; eles me encorajaram a continuar com esse amor. Eu tinha o desejo de ajudar as mulheres indígenas através de evangelismo e artesanato. Com a ajuda da Portas Abertas, pude conseguir tecidos para a costura e artesanato. O desejo do meu coração é dedicar meu tempo a Deus. Minha convicção é ajudar e amar a Igreja Perseguida, porque eu sinto a dor deles. Eu vou para lugares aonde ninguém mais vai, porque eles precisam de Jesus. Se Deus me permitiu passar pela perseguição, foi por uma razão: para proclamar o Seu nome. Tradução: Missão Portas Abertas * Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
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sábado, 16 de abril de 2011
Leia o testemunho de Pascuala, uma cristã perseguida de Chiapas
DIA 16 - México - Ore pela igreja em Oaxaca
Interceda pela igreja evangélica "Casa de Deus, Porta do Céu", que está localizada em uma cidade chamada Santa Maria El Tule, em Oaxaca. Em dezembro de 2010, o pastor deles foi morto e a igreja está passando por um momento difícil. Ore para que Deus os guie e conduza.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
DIA 15 - Tadjiquistão (33º) - Oração pelas organizações cristãs
Ore pelas organizações cristãs, pois o Ministério da Cultura emitiu uma ordem para verificar todas as organizações não islâmicas do país. Peça por sabedoria para todos.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Casal é ameaçado por colocar nome bíblico na filha
O que deveria ser um momento de extrema alegria se transformou em um conflito familiar para um casal cristão no Rajastão, Índia.
Sabal e sua esposa, Lajjawati, aceitaram a Cristo há pouco mais de um ano, quando procuravam uma solução para o que é considerado uma praga na sociedade indiana tradicional: não ter filhos.
Quando repetidas soluções médicas falharam, o casal voltou-se para sua religião, seguiram as instruções de seus sacerdotes e curandeiros, mas nada funcionou.
Sabal e Lajjawati começaram a frequentar a igreja e Deus respondeu ao clamor do casal, abençoando-o com uma menininha. Eles estavam cheios de alegria, mas, em seguida, os problemas começaram.
Afirmando sua posição tradicional na família, o irmão mais velho de Sabal queria escolher o nome do bebê. Ele queria dar à menina o nome de um dos deuses que a família adora.
Na antiga religião de Sabal e Lajjawati, a nomeação de um filho tem um significado religioso profundo. É prática comum dar ao bebê o nome de um sábio, santo ou divindade, pois acreditam que cada vez que o nome é pronunciado, ele vai se lembrar do caminho que deve tomar na vida.
O irmão quer colocar o nome na garota de Amritaya, que significa “Imortal Senhor Vishnu”, um dos deuses que os pais da menininha seguiam antes de se encontrarem Cristo. Como cristãos, Sabal e Lajjawati não queriam que sua filha tivesse esse nome, mas, sim, um nome bíblico. Eles queriam o nome Ruth, mas isso enfureceu o irmão de Sabal.
O irmão ameaça o pastor Sanjiv, advertindo-o de que não vai permitir que o casal volte para a igreja. Ele diz que se seu irmão e cunhada voltarem para a igreja, ele apresentará uma queixa junto à polícia, alegando que o pastor Sanjiv os forçou a se converter ao cristianismo.
Com os intensos sentimentos anti-cristãos que permeiam o Estado, tal acusação poderia causar enormes problemas para o pastor e sua igreja, bem como para Sabal e Lajjawati.
Os líderes do Ministério para Ásia estão preocupados com essa situação e pedem oração para que esse problema seja resolvido pacificamente.
“Estou pedindo que os crentes de todo o mundo se unam para orar por eles e pelo pastor e a sua congregação. Orem também para que o irmão de Sabal aceite o amor de Deus e O siga”, afirma o presidente do Ministério, dr. Yohannan.
Fonte: CPAD News
DIA 14 - Uzbequistão (9º) - Sociedade Bíblica do Uzbequistão
A importação de Bíblias está cada vez mais difícil, devido à necessidade de requisitos legais. Interceda para que a importação oficial das Escrituras pela Sociedade Bíblica continue a ser possível no Uzbequistão e os cristãos tenham acesso à Palavra de Deus.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Igreja doméstica é invadida e pastor, agredido
No entanto, as igrejas menores, não registradas na região central do Vietnã ainda não viram esses sinais. Um líder de jovens, que também é coordenador do programa de treinamento para jovens, conta sobre suas experiências e o que os cristãos dessa região têm que enfrentar por causa de sua fé. Os nomes, datas e locais foram alterados por questões de segurança.
“Trie iniciou uma igreja em sua casa no ano passado. Durante as primeiras semanas, a igreja estava indo muito bem. Mas, quando mais pessoas começaram a aceitar Jesus, as dificuldades também tiveram início.”
“Em junho do ano passado, ele organizou um evento evangelístico e mais de 30 pessoas compareceram. Por volta das 19h, policiais, líderes locais e civis não identificados cercaram sua casa. Os oficiais entraram no local e verificaram os documentos de identidade de todos.”
“Quando viram que entre os presentes estavam crianças e adolescentes, os policiais ligaram para os pais. Os responsáveis queriam que Trie explicasse por que as crianças estavam na casa dele. Enquanto isso, homens desconhecidos que acompanharam os pais começaram a gritar, para atrair a atenção e provocar constrangimento.”
“Por causa do acontecido, alguns dos jovens abandonaram sua fé, devido à pressão de suas famílias. Outros aumentaram seu comprometimento. Por eles, a Igreja continuou a crescer, ao ponto de que sua casa não conseguia mais acomodar os membros.”
“Trie decidiu vender sua propriedade e comprar uma maior. Ele construiu uma casa de três andares, e quando a obra foi concluída, ele e sua família organizaram uma cerimônia de consagração. Em dezembro de 2010, quando Trie iria dar início ao culto, policiais entraram no local e desligaram seu microfone. Eles confiscaram todas as cadeiras adquiridas recentemente e forçaram todos os convidados a irem embora.”
“Desde então, Trie e sua congregação têm sofrido muita oposição. Durante a noite jogaram esterco misturado com óleo em sua casa. Algumas vezes, moradores locais barravam os cristãos que estavam em seu caminho para os cultos ou reuniões.”
“Outro incidente aconteceu em março. Na ocasião, um grupo de jovens barrou alguns estudantes que estavam voltando de um culto de jovens na casa de Trie. Um dos jovens cristãos disse a eles: ‘não fizemos nada de errado; por que vocês estão nos incomodando?’. Isso irritou o grupo, que começou a agredir o jovem.”
“Assim que Trie soube o que estava acontecendo, saiu correndo para impedir que o grupo agredisse ainda mais os jovens. Mas os homens se voltaram contra Trie. O pastor foi levado ao hospital. Seu corpo estava todo inchado, e ele ficou com muitos ferimentos na cabeça, pernas e costas. No momento, Trie está se recuperando em sua casa.”
“Tivemos que encontrar um lar temporário para os estudantes; por causa do incidente, a polícia foi até o apartamento e obrigou o locatário a expulsá-los. A mesma coisa aconteceu quando os jovens encontraram outro lugar para alugar. Então, o diretor da escola, que recebeu um relatório dos acontecimentos, alertou os cristãos a não frequentarem a igreja de Trie.”
A Portas Abertas iniciará um treinamento de jovens para a igreja de Trie. Ore para que o Senhor proteja os coordenadores, professores e jovens que participarão do treinamento. Ore para que tudo ocorra tranquilamente.
Tradução: Deborah Stafussi
| Fonte: Portas Abertas |
Membros de igreja não registrada são detidos por cultuar em local público
A organização cristã Christian Solidarity Worldwide (CSW) manifestou sua oposição à detenção de 169 membros da Igreja Shouwang no domingo, enquanto eles tentavam cultuar ao ar livre. O senhorio da propriedade havia cedido às pressões do governo para que a igreja fosse impedida de se reunir no local.
Os membros dessa importante igreja não registrada se reuniram em uma área pública para realizar o culto de domingo. De acordo com relatos, mais de 1.000 policiais cercaram a área e forçaram os cristãos a entrarem em ônibus. Alguns foram levados para delegacias, e outros para uma escola, onde cantaram louvores enquanto estava sendo mantidos lá. Os dados pessoais de todos que estavam lá foram anotados, e tiveram que assinar uma declaração prometendo não frequentar a igreja Shouwang novamente. Muitos se recusaram e só foram liberados após a meia-noite. O pastor e outros dois membros continuam detidos.
De acordo com a agência ChinaAid, as autoridades de Beijing colocaram 20 líderes da igreja sob prisão domiciliar para que eles não fossem ao culto de domingo. Em um artigo falando sobre a igreja, a The Global Times classificou a reunião como “ilegal” e disse que o interesse do Ocidente no ocorrido era “anormal”.
O governo chinês, temendo que protestos como os do Oriente Médio se espalhassem na China, está fechando o cerco em reuniões públicas não autorizadas. O incidente de domingo é parte da perseguição mais significativa a dissidentes nos últimos anos. Muitos detentos estão desaparecendo. O doutor Fan Yafeng, líder da igreja não registrada em Beijing está preso. Não há notícias sobre o paradeiro do advogado cristão Lao Zhisheng.
A lei só protege atividades religiosas “normais”, e aqueles que escolhem praticar sua religião fora do que é legal estão sujeitos à acusações e penalidades.
Os membros dessa importante igreja não registrada se reuniram em uma área pública para realizar o culto de domingo. De acordo com relatos, mais de 1.000 policiais cercaram a área e forçaram os cristãos a entrarem em ônibus. Alguns foram levados para delegacias, e outros para uma escola, onde cantaram louvores enquanto estava sendo mantidos lá. Os dados pessoais de todos que estavam lá foram anotados, e tiveram que assinar uma declaração prometendo não frequentar a igreja Shouwang novamente. Muitos se recusaram e só foram liberados após a meia-noite. O pastor e outros dois membros continuam detidos.
De acordo com a agência ChinaAid, as autoridades de Beijing colocaram 20 líderes da igreja sob prisão domiciliar para que eles não fossem ao culto de domingo. Em um artigo falando sobre a igreja, a The Global Times classificou a reunião como “ilegal” e disse que o interesse do Ocidente no ocorrido era “anormal”.
O governo chinês, temendo que protestos como os do Oriente Médio se espalhassem na China, está fechando o cerco em reuniões públicas não autorizadas. O incidente de domingo é parte da perseguição mais significativa a dissidentes nos últimos anos. Muitos detentos estão desaparecendo. O doutor Fan Yafeng, líder da igreja não registrada em Beijing está preso. Não há notícias sobre o paradeiro do advogado cristão Lao Zhisheng.
A lei só protege atividades religiosas “normais”, e aqueles que escolhem praticar sua religião fora do que é legal estão sujeitos à acusações e penalidades.
Tradução: Missão Portas Abertas
| Fonte: Christian Solidarity Worldwide |
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